“Não peço um fardo mais leve, mas ombros mais largos.”
Atlas, pedindo forças a Zeus
Caro Cliente,
O ano se inicia com o peso da nova tributação sobre a renda, chamada de Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPFM – PL 1087/2025), encerrando aproximadamente 30 anos de isenção de IR sobre dividendos. A promessa de que os impostos dentro das empresas diminuiriam com a implementação desse novo imposto não foi, obviamente, cumprida, e agora, mais uma vez, sofremos com a bitributação. Outros impostos também foram criados ao apagar das luzes de 2025, mas no âmbito de pessoas jurídicas e sem qualquer diálogo com a sociedade. Liminares já dão conta de vedar essa nova tributação.
O tema que tomou os holofotes em janeiro, e que foi amplamente divulgado na mídia especializada, foi a nova “Taxa de Plataforma” que a XP implementou para os NOVOS CLIENTES que aderirem ao Fee Fixo. Clientes antigos que já estão no modelo seguem isentos dessa nova taxa, desde que sejam atendidos por escritórios com um alto nível de atendimento.
Explico: essa taxa será cobrada do assessor e não do cliente. Assim, é natural se esperar que o assessor repasse esse custo aumentando a taxa para o cliente, que ao fim do dia, terá o custo final maior. Entretanto, escritórios com altos índices de qualidade, medidos por métricas da XP, não pagarão essa taxa sobre os clientes antigos, podendo manter as taxas atuais. Já escritórios que não atingirem esses níveis de qualidade acabarão tendo que aumentar essas taxas, inclusive para clientes antigos.
A seguir, um vídeo do nosso eloquente membro do Comitê de Alocação, Ezequiel Karling, também explicando o tema:
Conversas com Gestoras e Realocações
No mês de janeiro, nos reunimos com cinco gestoras: Absolute Investimentos, Ibiúna Investimentos, Jive Mauá, V8 Capital e Solis Investimentos. Não houve mudanças na grade de produtos da Moix Allocation (nossa alocação), entretando, essas conversas são de extrema importância para mantermos a convicção nos fundos que já utilizamos. Apesar da alta significativa dos ativos de risco, seguimos enxergando um ambiente bastante volátil para os próximos meses, o que torna este um bom momento para fazer caixa, aguardando oportunidades que possam surgir.
O momento também está propício para investimentos no exterior, mas com hedge cambial, dado o aumento do diferencial de juros entre Brasil e EUA, já que até agora não tivemos queda de juros por aqui, mas tivemos por lá. Com isso, diminuímos em parte o Risco Brasil (não o cambial, mas o geográfico) e conseguimos buscar uma remuneração que soma a rentabilidade do fundo lá fora, em dólares, acrescida dessa diferença de juros entre as duas moedas, descontados os custos envolvidos: 15% vs. 3,75%.
O caso do Banco Master já teve a sua resolução para a maioria dos clientes, entretanto, dado o número expressivo de CPFs solicitando garantias, o processo ainda não se encerrou para alguns. Realocações foram realizadas conforme objetivos e carteiras de cada investidor.
Mudanças Tributárias
Infelizmente, parece que este capítulo (Mudanças Tributárias) não vai mais sair desta carta. Como brasileiros, precisamos entender bem a frase da citação ao início deste texto. Não podemos nos dar ao luxo de nutrir esperanças de menos tributos. Então, pedimos ombros mais largos para conseguirmos carregar toda essa carga que nos assola, mantendo a atratividade dos nossos negócios.
Ainda sobre o tema do PL 1087/25, muitos investidores não se deram conta de como este novo imposto irá afetá-los. Entretanto, estamos aqui para auxiliar na condução de análises que visem reduzir esses impactos e minimizar os custos tributários por meio dos investimentos.
Dependendo de cada faixa de renda e de cada investidor, pode ser mais eficiente ter investimentos tributáveis do que isentos, pois os 15% de tributação geram um “crédito tributário” de 5%, que pode auxiliar a diminuir o IRPFM e pode gerar um abatimento do valor a ser pago na declaração de ajuste anual.
O sistema se tornou muito mais complexo, e nunca foi tão importante o investidor ter uma assessoria que compreenda essas novas regras e consiga navegar por essas águas ainda não exploradas, orientando qual o melhor caminho a ser seguido. Conte com o seu assessor da Moinhos Investimentos para isso.
Previdência (VGBL)
Mesmo mudando o capítulo para falar de Previdência, temos que voltar ao fiscal! Não é fácil ser brasileiro.
Relembrando, em 2025 passamos a ter a incidência de 5% de IOF sobre aportes em previdência quando ultrapassamos R$ 600 mil no ano. Como mudamos o ano fiscal, zeramos a conta e podemos novamente encher esse balde. Assim como diria Scarlett O’Hara: “Afinal, amanhã é outro dia.” (sim, temos membros seniores no Comitê de Alocação da Moinhos Investimentos). Recomecemos!
Só relembrando brevemente os inúmeros benefícios fiscais destes veículos: sem come-cotas, alíquota mínima de IR de 10%, portabilidades sem tributação, isentas de ITCMD…
Por fim, aproveitamos este momento para nos colocar à disposição. Além do contato direto com seu assessor, também estamos aqui para uma conversa. Sinta-se à vontade.
Comitê de Alocação
Moinhos Investimentos