Todo começo de ano, aparecem as listas de melhores ações para investir. Elas são fáceis de ler, fáceis de compartilhar e quase sempre inúteis para quem já tem patrimônio. Por isso, nós não fazemos essas listas, e explicamos por quê.
A lista responde à pergunta errada
Uma lista de melhores ações responde: “o que vai subir?”. Só que essa não é a pergunta que decide o resultado de quem investe. A pergunta certa é: “o que essa ação faz pela minha carteira?”.
A mesma ação pode ser uma boa escolha para uma pessoa e uma péssima para outra, porque depende do que ela já tem, do prazo, da renda e do quanto aceita oscilar.
Três problemas das listas
Elas ignoram o que você já tem
Se você é empresário do agronegócio e a lista recomenda três empresas do mesmo setor, ela está concentrando o risco que você já carrega. Vemos isso com frequência no teste de diversificação de investimentos.
Elas envelhecem rápido
Afinal, uma lista é a foto de um momento. Seis meses depois, o cenário mudou, mas a lista continua circulando, e as decisões continuam sendo tomadas com base nela.
Elas podem ter um incentivo por trás
Lista gera clique, e clique gera venda. Quando quem publica ganha com o volume de operações ou com a distribuição de produtos, a lista também vira uma ferramenta comercial. Explicamos esse incentivo no guia sobre o modelo fee-based.
O que fazemos no lugar
Em vez de uma lista para todo mundo, uma carteira para cada pessoa. Ou seja, começamos pelo patrimônio como um todo, definimos quanto faz sentido ter em ações e, só então, escolhemos como compor essa parte.
Por exemplo, para muita gente, a melhor forma de ter ações não é escolher papéis um a um, e sim usar fundos ou ETFs bem geridos e com custo baixo. Para outros, uma carteira de ações própria faz sentido. Em ambos os casos, a resposta depende do plano, e não da lista.
A melhor ação é a que cabe no seu plano
Pode parecer menos emocionante do que uma lista de recomendações. E é, de propósito. Afinal, patrimônio se constrói e se preserva com decisões que fazem sentido juntas, e não com acertos isolados.
Como trabalhamos
Na Moinhos, a curadoria é revisada toda semana pelo Comitê de Estratégia, que avalia, questiona e recusa. Somos remunerados por taxa, então não ganhamos mais se você comprar ou vender mais ações. E só recomendamos o que nós investimos.
Cuidar é decidir.
Perguntas frequentes
Não existe uma resposta que sirva para todo mundo. A melhor ação é a que faz sentido para a sua carteira, considerando o que você já tem, o seu prazo e o quanto aceita oscilar.
Com cautela. As listas ignoram o que você já tem, envelhecem rápido e podem ter um incentivo comercial por trás.
Comece pelo plano: quanto do patrimônio faz sentido ter em ações. Depois, defina se a melhor forma é escolher papéis individualmente ou usar fundos e ETFs com custo baixo.
Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.
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