Investir em criptomoedas: o que avaliar antes de decidir

Investir em criptomoedas deixou de ser assunto de nicho. Para quem já tem patrimônio, a pergunta não é se elas vão subir. É se fazem sentido no seu plano, e em que tamanho.

O que são, em poucas palavras

Criptomoedas são ativos digitais que funcionam sem um banco central por trás. Além disso, o preço depende basicamente de oferta e demanda, e não de lucro, juros ou aluguel, como acontece com empresas, títulos e imóveis.

Por isso, a volatilidade é alta. Por exemplo, quedas de mais da metade do valor já aconteceram mais de uma vez.



Quatro perguntas antes de investir

1. Quanto eu aceitaria perder?

Assim, com um ativo tão volátil, o tamanho da posição é a decisão mais importante. Se uma queda forte desse investimento tirasse o seu sono ou mudasse os seus planos, a posição está grande demais.

2. Onde o ativo fica guardado?

Corretora estrangeira, carteira própria, fundo ou ETF negociado na bolsa brasileira. No entanto, cada caminho tem riscos diferentes de custódia, de regulação e de tributação.

3. Eu entendo o que estou comprando?

Bitcoin é diferente de outras moedas digitais, que, por sua vez, são diferentes de tokens de projetos. Se você não consegue explicar em uma frase por que aquele ativo deveria valer mais no futuro, ainda não é hora.

4. Por que agora?

A procura por criptomoedas costuma crescer depois de altas fortes, que é justamente quando o risco de comprar caro é maior. Se a vontade surgiu por causa da notícia, desconfie dela.



Se fizer sentido, que seja pequeno

Para quem decide ter alguma exposição, a prática mais prudente é tratá-la como uma parcela pequena do patrimônio, que pode oscilar muito sem comprometer o resto do plano.

Em outras palavras: uma carteira bem construída aguenta perder essa parte inteira. Se não aguenta, a parte é grande demais.



E se não fizer sentido?

Também é uma resposta válida. Ficar de fora de um ativo não é perder dinheiro, e nenhum plano precisa de tudo o que está em alta para funcionar.



Como trabalhamos

Por isso, na Moinhos, qualquer investimento, cripto incluída, é avaliado pelo papel que cumpre na carteira, e não pela alta do momento. Nem toda oportunidade merece um sim: hoje, não temos criptoativos em nossa curadoria. E, como somos remunerados por taxa, não ganhamos nada com a sua decisão de comprar ou não.

Cuidar é decidir.

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Perguntas frequentes

Vale a pena investir em criptomoedas?

Depende do seu plano e de quanto você aceita perder. Para quem decide investir, a prática mais prudente é manter uma parcela pequena, que possa oscilar muito sem comprometer o resto do patrimônio.

Qual o risco de investir em criptomoedas?

O principal é a volatilidade: quedas de mais da metade do valor já aconteceram mais de uma vez. Há também riscos de custódia, de regulação e de tributação, que variam conforme a forma de investir.

Existe forma regulada de investir em criptomoedas no Brasil?

Sim. Há fundos e ETFs de criptoativos negociados na bolsa brasileira, sujeitos às regras da CVM. Eles não eliminam a volatilidade, mas simplificam a custódia.



Este conteúdo tem finalidade informativa e educacional e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura.

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