Vale a pena o rendimento da poupança?

Após uma sucessão de quedas, no dia 20 de janeiro o Comitê de Política Monetária (COPOM), manteve a taxa SELIC, que norteia todas as taxas de juros do país, na mínima histórica de 2% ao ano.

Essa já era a expectativa dos economistas para mitigar os impactos da pandemia causada pelo coronavírus. O fato é que com um rendimento tão ínfimo, os investidores buscam novas formas de multiplicar o seu capital e preservar o patrimônio.

Neste conteúdo exclusivo, iremos te contar se vale a pena o rendimento da poupança e como você pode blindar o seu capital de maneira segura e otimizando o resultado do curtíssimo e longo prazo. Confira!

Quanto está rendendo a poupança hoje?

Em primeiro lugar, é essencial identificar a taxa selic como a mãe da economia. Ela norteia os juros bancários, os financiamentos, empréstimos e o rendimento dos seus investimentos.

Ao longo dos anos o cálculo da poupança mudou. A partir de 2012, todos os depósitos são guiados de acordo com a taxa referencial equivalente a 70% da taxa SELIC. Conforme citamos na introdução, atualmente em 2% ao ano.

Isso significa que a sua poupança possui um rendimento bruto de 70% vezes 2% ao ano, resultando em 1,4% ao ano. Mesmo considerando esse investimento um dos mais seguros, essa taxa não é nada atrativa para quem busca fazer o dinheiro trabalhar para si.

Quais os descontos na poupança?

A poupança é um investimento de perfil conservador. Não está atrelada a grandes riscos e rende mensalmente uma taxa fixa. O grande ponto positivo está no fato de ela não cobrar imposto de renda, o que pode ser um revés para muitos outros produtos de investimento.

No entanto, um rendimento tão baixo pode significar algo contraditório para o investidor. Vamos analisar os dados do IBGE em dezembro de 2020.

De acordo com a instituição, o IPCA, ou a temida inflação, fechou o período em 4,26%, e isso deve ser levado em consideração no cálculo.

Assim sendo, se você investiu R$ 1.000 em 1º de janeiro de 2020, um ano depois tem o acumulado R$ 1.016. Ótimo. Porém, o cálculo não acaba por aqui.

Considerando a inflação, o poder de compra desses R$ 1.014,00, na verdade seria equivalente a aproximadamente R$ 970,80.

Lembre-se que a inflação corrói o seu dinheiro, e nesse caso, a poupança está rendendo menos que a corrosão dos seus investimentos. Assim sendo, mesmo tendo uma rentabilidade mínima, não vale a pena.

Então o que fazer com o meu dinheiro?

Está claro que os anos de glória da poupança passaram. Agora, o momento é outro e o investidor precisa conhecer outras maneiras de fazer o seu dinheiro render. O tesouro SELIC e a renda fixa se tornaram os maiores representantes para constituir a sua reserva de emergência, ou aquele dinheiro seguro que pode ser sacado a qualquer momento.

O tesouro SELIC e os CDBs de liquidez imediata possuem rendimentos muito próximos a 2% ao ano. Mesmo incorrendo em tributação de imposto de renda, possuem retornos superiores.

Os mesmos R$ 1.000 no início de 2020 teriam se tornado R$ 1.020,00 no tesouro SELIC e R$ 1.017,78 em um CDB de liquidez imediata.

Como fazer o dinheiro trabalhar

Os rendimentos da poupança costumam perder para a inflação, por tanto o seu dinheiro está sendo corroído mês a mês. O tesouro SELIC e o CDB de liquidez imediata podem retornar mais, no entanto são ótimos apenas para a reserva de emergência.

Essas duas alternativas são as mais seguras do mercado, e podem ser sacadas a qualquer hora. No entanto, se você busca crescer o patrimônio de maneira mais efetiva, deve considerar outros produtos mais moderados ou arrojados.

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