Comitê de Estratégia – Carta Mensal: Maio/26

01 · FRASE DO DIA 

A única constante
é a mudança. 
— Heráclito


02 · O QUE O MÊS ENSINOU 

Reflexão

Mudanças são a única certeza que temos. Seja na vida, na economia, na política ou onde for. Não é surpresa para ninguém, ainda mais vivendo no Brasil, que o cenário eleitoral está muito longe de estar definido. Por isso, nossas carteiras não serão ajustadas para um ou outro cenário. Não seria prudente, pois tudo pode mudar. Até porque o eleitor médio brasileiro de ambos os espectros vota por fé, afeto, com o estômago, e não com a razão. 

Sobre recomendações, apesar de mudarmos pouco (graças às escolhas bem fundamentadas no início, e à nossa metodologia construída para atravessar crises), sabemos que eventualmente também precisamos mudar. Não é à toa que toda semana nos reunimos para analisar decisões e mudanças de cenário. A ausência de pagamento por comissão nos dá liberdade para sairmos de um produto e irmos para outro, sabendo que nossos clientes têm a certeza de que as alterações são no seu melhor interesse. 


03 · CENÁRIO · O QUE MUDOU E O QUE PERMANECE 

O que mudou 

Como havíamos escrito na carta anterior, os fundos de renda fixa crédito privado, depois das quedas de março e abril, passaram a carregar uma rentabilidade potencial alta. De fato, esse movimento começou em maio, quando estes fundos mostraram desempenho bem acima do CDI, buscando o carrego nas posições. 

O que permanece 

Já os investimentos de risco (juros e bolsa doméstica) continuaram no purgatório, dado que ao longo do mês continuamos com as indefinições do conflito no Irã e com o pé no acelerador fiscal brasileiro. Isso é inflação na veia e, por consequência, juros mais altos do que o esperado. Por outro lado, os dados de desemprego do mês vieram fortes, o que pode contrabalancear a inflação, já que um dos objetivos do Banco Central é justamente ponderar entre inflação e emprego. Essa dicotomia, juntamente com a incerteza da guerra e a eleição que se aproxima, faz baixar uma névoa densa em nosso caminho. O remédio para isso, mais uma vez, é a diversificação. 

Nossos investimentos globais seguiram para o alto e avante. Renda Variável batendo novas máximas históricas e a renda fixa na continuidade do seu movimento de recuperação das quedas de fevereiro/março. 


04 · DECISÕES DO MÊS 

Nas últimas semanas, o Comitê revisou o posicionamento de algumas das estratégias. Alterações foram feitas para otimizar a relação risco/retorno, pois enxergamos outros produtos mais dinâmicos ou aderentes ao momento macroeconômico. 

Outras por saída de gestores-chave da operação, e este é um dos critérios fundamentais da nossa metodologia. A saída de uma cabeça da gestão é uma luz vermelha. O novo gestor deve ser observado como se fosse um novo produto, do zero, e nunca com o dinheiro do nosso investidor. As saídas podem ser parciais ou totais, como nos casos mais drásticos. 

Neste mês ainda tivemos um caso emblemático que trouxe à tona a importância das nossas conversas periódicas com os gestores. Durante uma dessas conversas, percebemos que, mesmo que o gestor não tenha mudado, houve uma alteração importante no que chamamos “modus operandi” da dinâmica da casa (coisas que não se percebe numa primeira conversa e que só aparecem quando se fala de perto com as pessoas). O que vimos é que as convicções começaram a ser maiores do que o próprio gestor, com proteções menores do que o usual em estratégias alavancadas e de longo prazo. Isso costuma gerar muita volatilidade e possibilidades de perdas maiores do que as aceitáveis. Além disso, essa gestora recebeu, nos últimos anos, um aporte de capital de um novo sócio institucional (sinal amarelo). Preferimos desembarcar e observar de fora. Nada impede que um dia voltemos. 


05 · NA PRÁTICA · O QUE MUDA PRA VOCÊ 

Essa alta das posições em renda variável global nos fez começarmos a revisar o posicionamento nessa classe. Não com o objetivo de sair delas, mas de voltar aos percentuais ideais. Investidores que devem ter 5% talvez já estejam com 7% ou mais. 

Além disso, não é novidade para nossos clientes as vantagens da previdência privada dentro de um planejamento financeiro e sucessório bem feito e completo. Esse cuidado vai muito além de retornos e envolve estarmos preparados para os momentos difíceis da vida. Um assunto que ainda não havíamos abordado, mas que pode ter uma grande importância, é sobre a lei que garante isenção de Imposto de Renda sobre resgates de previdência privada para portadores de doenças graves, como câncer, cardiopatias e esclerose múltipla, Parkinson, entre outras. É um benefício que alivia o peso financeiro num período já tão delicado, e que frequentemente passa despercebido. Nossa equipe está à disposição para verificar se essa isenção se aplica a você ou a um familiar, e para orientar sobre como aproveitá-la corretamente. 


06 · O QUE ESTAMOS OBSERVANDO 

O que está no radar do Comitê. 

Um dos assuntos discutidos no comitê foi sobre o que acontecerá com as dívidas do setor agro se o super El Niño se consolidar. Nosso sócio, Antônio Newton da Luz (Economista-chefe da Farsul), trouxe luz e sobriedade à discussão. 

De fato, o evento preocupa. Entretanto, precisamos dar o peso correto para isso. O super El Niño é uma condição necessária para eventos climáticos extremos, mas não é uma condição suficiente para tal. De qualquer forma, ele no mínimo causará atraso no plantio da primeira safra de soja. O ponto positivo é que os produtores sabem disso e se planejam para evitar problemas. 

Os super El Niño são mais frequentes do que se imagina (tivemos vários nos últimos 50 anos), mas nem todos causam problemas, dado que existem outros fatores influenciadores. Há um importante trabalho de monitoramento em curso. Este foi um começo: ainda temos muitas conversas e dados a recolher com as gestoras para, ao longo de junho, aprofundarmos mais o assunto. 


Cuidar é decidir. 

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Comitê de Estratégia · Moinhos Investimentos 
Aderson Gegler · Fundador e Co-CEO da Moinhos Investimentos

Carta elaborada pelo Comitê de Estratégia da Moinhos Investimentos. Não constitui recomendação individual. Consulte seu especialista.

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Assessor de Investimentos orientado a processos. Certificado pela ANCORD e como auditor interno ISO 9001:2015.

Rafael Kollet

Sócio, psicólogo pela PUCRS e MBA em Negociação e Resultados de Alta Performance. Possui mais de 15 anos de experiência em gestão de pessoas, desenvolvimento de lideranças, estratégia empresarial e geração de resultado.

Hyago Scienza

Assessor de investimentos há mais de 12 anos, economista, une rigor analítico e acompanhamento próximo para sustentar cada decisão da carteira do cliente.

Guilherme Fiad

Assessor de investimentos certificado ANCORD, reúne formação em Direito e tecnologia com foco em acompanhamento próximo do planejamento financeiro e linguagem descomplicada.

Aderson Gegler, Ph.D.

Fundador e Co-CEO da Moinhos Investimentos, idealizador do Comitê de Estratégia. PhD em Sistemas Quantitativos pela PUCRS e Universität Salzburg, Mestre em Ciências pela UFRGS e MBA em Gestão pela FGV. Foi professor universitário de graduação e pós-graduação, com centenas de alunos formados em finanças comportamentais e mercado financeiro. Atua na área há mais de 20 anos.

Ezequiel Karling

Co-CEO da Moinhos Investimentos, à frente das operações. Economista pela PUCRS, com certificações CPA-20, ANCORD, FBB 100 e PQO Bovespa. Atua no mercado financeiro há 19 anos.

Cassius Zenon da Silva

Advogado e contador, atua na área do direito tributário e das estruturações societárias com ênfase em M&A, sucessões e internacionalização de investimentos. Atuante no Zavagna Gralha Advogados Associados, sócio advogado do Zenon & Becker Advogados, sócio do Keep Gestão Contábil, sócio do Sólido Estrutura de Negócios e sócio da Moinhos Investimentos.

Antônio da Luz

Economista, Mestre e Doutor em Economia (UFRGS e PUC-RS), atua como Economista-Chefe do Sistema Farsul e é CEO da Agromoney. Consultado pelo Banco Central para o Relatório Focus, foi eleito Economista do Ano pelo Corecon-RS (2017) e agraciado com a Medalha Assis Brasil (2019) e o Troféu O Semeador (2024).

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Assessor de Investimentos. Engenheiro Industrial com trajetória no mercado imobiliário antes da assessoria.

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Assessor de Investimentos. Graduado em Ciências Econômicas e empreendedor no ramo de indústria de alimentos.

Bruno Giordani Lampert dos Santos

Assessor de Investimentos. Acadêmico de Ciências Econômicas pela PUC-RS. Certificado pela ANCORD.

Diego Hailliot Duarte

Assessor de Investimentos com 23 anos de mercado financeiro e bancário. Administrador pela UFRGS, com pós-graduação em Controladoria e Finanças. Certificações: CPA-10, ANCORD, FBB 100.

Eduardo Dillenburg

Assessor de Investimentos. Acadêmico de Administração. Certificações: ANCORD, FBB 100.

Iuri da Silva

Assessor de Investimentos com 10 anos de mercado. Certificação CEA (ANBIMA).

Ítalo Capelão Brandão

Assessor de Investimentos responsável pela área Pessoa Jurídica da Moinhos Investimentos. Administrador, com experiência prévia em atendimento a empresas. Certificações: ANCORD, CPA-20, FBB 100.

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Assessor de Investimentos com 13 anos de mercado. Mestre e pós-graduado em Administração de Marketing pela UEL, graduado em Administração de Empresas pela FAESO.

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Assessor de Investimentos com mais de 5 anos de mercado financeiro. Acadêmico de Economia, com foco em macroeconomia e análise fundamentalista de ações.

Marco Antonio Guimarães

Assessor de Investimentos. Graduado em Direito e em Economia, pós-graduado em Ciências Políticas e MBA em Finanças. Certificações: ANCORD, FBB 100, PQO Backoffice.

Micael Gustavo Krindges

Assessor de Investimentos. Internacionalista pela UNIVATES, com intercâmbio em International Business na FH Vorarlberg (Áustria) e pós-graduação em Finanças, Investimentos e Banking pela PUC-RS. Certificações: ANCORD, CPA-20, FBB 100.

Ricardo José Denaldi

Assessor de Investimentos. Economista pela USP, pós-graduado em Marketing pela ESPM e MBA em Controladoria e Finanças pela FGV-Brasília. Certificações: CPA-10, ANCORD, CEA (ANBIMA).