Comitê de Estratégia – Carta Mensal: Janeiro/26

Não peço um fardo mais leve, mas ombros mais largos.

Atlas, pedindo forças a Zeus

Caro Cliente,

O ano se inicia com o peso da nova tributação sobre a renda, chamada de Imposto de Renda Pessoa Física Mínimo (IRPFM – PL 1087/2025), encerrando aproximadamente 30 anos de isenção de IR sobre dividendos. A promessa de que os impostos dentro das empresas diminuiriam com a implementação desse novo imposto não foi, obviamente, cumprida, e agora, mais uma vez, sofremos com a bitributação. Outros impostos também foram criados ao apagar das luzes de 2025, mas no âmbito de pessoas jurídicas e sem qualquer diálogo com a sociedade. Liminares já dão conta de vedar essa nova tributação.

O tema que tomou os holofotes em janeiro, e que foi amplamente divulgado na mídia especializada, foi a nova “Taxa de Plataforma” que a XP implementou para os NOVOS CLIENTES que aderirem ao Fee Fixo. Clientes antigos que já estão no modelo seguem isentos dessa nova taxa, desde que sejam atendidos por escritórios com um alto nível de atendimento.

Explico: essa taxa será cobrada do assessor e não do cliente. Assim, é natural se esperar que o assessor repasse esse custo aumentando a taxa para o cliente, que ao fim do dia, terá o custo final maior. Entretanto, escritórios com altos índices de qualidade, medidos por métricas da XP, não pagarão essa taxa sobre os clientes antigos, podendo manter as taxas atuais. Já escritórios que não atingirem esses níveis de qualidade acabarão tendo que aumentar essas taxas, inclusive para clientes antigos.

A seguir, um vídeo do nosso eloquente membro do Comitê de Alocação, Ezequiel Karling, também explicando o tema: 


Conversas com Gestoras e Realocações

No mês de janeiro, nos reunimos com cinco gestoras: Absolute Investimentos, Ibiúna Investimentos, Jive Mauá, V8 Capital e Solis Investimentos. Não houve mudanças na grade de produtos da Moix Allocation (nossa alocação), entretando, essas conversas são de extrema importância para mantermos a convicção nos fundos que já utilizamos. Apesar da alta significativa dos ativos de risco, seguimos enxergando um ambiente bastante volátil para os próximos meses, o que torna este um bom momento para fazer caixa, aguardando oportunidades que possam surgir.

O momento também está propício para investimentos no exterior, mas com hedge cambial, dado o aumento do diferencial de juros entre Brasil e EUA, já que até agora não tivemos queda de juros por aqui, mas tivemos por lá. Com isso, diminuímos em parte o Risco Brasil (não o cambial, mas o geográfico) e conseguimos buscar uma remuneração que soma a rentabilidade do fundo lá fora, em dólares, acrescida dessa diferença de juros entre as duas moedas, descontados os custos envolvidos: 15% vs. 3,75%.

O caso do Banco Master já teve a sua resolução para a maioria dos clientes, entretanto, dado o número expressivo de CPFs solicitando garantias, o processo ainda não se encerrou para alguns. Realocações foram realizadas conforme objetivos e carteiras de cada investidor.


Mudanças Tributárias

Infelizmente, parece que este capítulo (Mudanças Tributárias) não vai mais sair desta carta. Como brasileiros, precisamos entender bem a frase da citação ao início deste texto. Não podemos nos dar ao luxo de nutrir esperanças de menos tributos. Então, pedimos ombros mais largos para conseguirmos carregar toda essa carga que nos assola, mantendo a atratividade dos nossos negócios.

Ainda sobre o tema do PL 1087/25, muitos investidores não se deram conta de como este novo imposto irá afetá-los. Entretanto, estamos aqui para auxiliar na condução de análises que visem reduzir esses impactos e minimizar os custos tributários por meio dos investimentos.

Dependendo de cada faixa de renda e de cada investidor, pode ser mais eficiente ter investimentos tributáveis do que isentos, pois os 15% de tributação geram um “crédito tributário” de 5%, que pode auxiliar a diminuir o IRPFM e pode gerar um abatimento do valor a ser pago na declaração de ajuste anual.

O sistema se tornou muito mais complexo, e nunca foi tão importante o investidor ter uma assessoria que compreenda essas novas regras e consiga navegar por essas águas ainda não exploradas, orientando qual o melhor caminho a ser seguido. Conte com o seu assessor da Moinhos Investimentos para isso.


Previdência (VGBL)

Mesmo mudando o capítulo para falar de Previdência, temos que voltar ao fiscal! Não é fácil ser brasileiro.

Relembrando, em 2025 passamos a ter a incidência de 5% de IOF sobre aportes em previdência quando ultrapassamos R$ 600 mil no ano. Como mudamos o ano fiscal, zeramos a conta e podemos novamente encher esse balde. Assim como diria Scarlett O’Hara: “Afinal, amanhã é outro dia.” (sim, temos membros seniores no Comitê de Alocação da Moinhos Investimentos). Recomecemos!

Só relembrando brevemente os inúmeros benefícios fiscais destes veículos: sem come-cotas, alíquota mínima de IR de 10%, portabilidades sem tributação, isentas de ITCMD…

Por fim, aproveitamos este momento para nos colocar à disposição. Além do contato direto com seu assessor, também estamos aqui para uma conversa. Sinta-se à vontade.


Comitê de Alocação

Moinhos Investimentos

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Arthur Zart

Assessor de Investimentos orientado a processos. Certificado pela ANCORD e como auditor interno ISO 9001:2015.

Rafael Kollet

Sócio, psicólogo pela PUCRS e MBA em Negociação e Resultados de Alta Performance. Possui mais de 15 anos de experiência em gestão de pessoas, desenvolvimento de lideranças, estratégia empresarial e geração de resultado.

Hyago Scienza

Assessor de investimentos há mais de 12 anos, economista, une rigor analítico e acompanhamento próximo para sustentar cada decisão da carteira do cliente.

Guilherme Fiad

Assessor de investimentos certificado ANCORD, reúne formação em Direito e tecnologia com foco em acompanhamento próximo do planejamento financeiro e linguagem descomplicada.

Aderson Gegler, Ph.D.

Fundador e Co-CEO da Moinhos Investimentos, idealizador do Comitê de Estratégia. PhD em Sistemas Quantitativos pela PUCRS e Universität Salzburg, Mestre em Ciências pela UFRGS e MBA em Gestão pela FGV. Foi professor universitário de graduação e pós-graduação, com centenas de alunos formados em finanças comportamentais e mercado financeiro. Atua na área há mais de 20 anos.

Ezequiel Karling

Co-CEO da Moinhos Investimentos, à frente das operações. Economista pela PUCRS, com certificações CPA-20, ANCORD, FBB 100 e PQO Bovespa. Atua no mercado financeiro há 19 anos.

Cassius Zenon da Silva

Advogado e contador, atua na área do direito tributário e das estruturações societárias com ênfase em M&A, sucessões e internacionalização de investimentos. Atuante no Zavagna Gralha Advogados Associados, sócio advogado do Zenon & Becker Advogados, sócio do Keep Gestão Contábil, sócio do Sólido Estrutura de Negócios e sócio da Moinhos Investimentos.

Antônio da Luz

Economista, Mestre e Doutor em Economia (UFRGS e PUC-RS), atua como Economista-Chefe do Sistema Farsul e é CEO da Agromoney. Consultado pelo Banco Central para o Relatório Focus, foi eleito Economista do Ano pelo Corecon-RS (2017) e agraciado com a Medalha Assis Brasil (2019) e o Troféu O Semeador (2024).

Alexandre Engel

Assessor de Investimentos. Engenheiro Industrial com trajetória no mercado imobiliário antes da assessoria.

Alexandre Augusto Schmitt

Assessor de Investimentos. Graduado em Ciências Econômicas e empreendedor no ramo de indústria de alimentos.

Bruno Giordani Lampert dos Santos

Assessor de Investimentos. Acadêmico de Ciências Econômicas pela PUC-RS. Certificado pela ANCORD.

Diego Hailliot Duarte

Assessor de Investimentos com 23 anos de mercado financeiro e bancário. Administrador pela UFRGS, com pós-graduação em Controladoria e Finanças. Certificações: CPA-10, ANCORD, FBB 100.

Eduardo Dillenburg

Assessor de Investimentos. Acadêmico de Administração. Certificações: ANCORD, FBB 100.

Iuri da Silva

Assessor de Investimentos com 10 anos de mercado. Certificação CEA (ANBIMA).

Ítalo Capelão Brandão

Assessor de Investimentos responsável pela área Pessoa Jurídica da Moinhos Investimentos. Administrador, com experiência prévia em atendimento a empresas. Certificações: ANCORD, CPA-20, FBB 100.

Jefferson Henrique Correa

Assessor de Investimentos com 13 anos de mercado. Mestre e pós-graduado em Administração de Marketing pela UEL, graduado em Administração de Empresas pela FAESO.

Luciano Rosa

Assessor de Investimentos com mais de 5 anos de mercado financeiro. Acadêmico de Economia, com foco em macroeconomia e análise fundamentalista de ações.

Marco Antonio Guimarães

Assessor de Investimentos. Graduado em Direito e em Economia, pós-graduado em Ciências Políticas e MBA em Finanças. Certificações: ANCORD, FBB 100, PQO Backoffice.

Micael Gustavo Krindges

Assessor de Investimentos. Internacionalista pela UNIVATES, com intercâmbio em International Business na FH Vorarlberg (Áustria) e pós-graduação em Finanças, Investimentos e Banking pela PUC-RS. Certificações: ANCORD, CPA-20, FBB 100.

Ricardo José Denaldi

Assessor de Investimentos. Economista pela USP, pós-graduado em Marketing pela ESPM e MBA em Controladoria e Finanças pela FGV-Brasília. Certificações: CPA-10, ANCORD, CEA (ANBIMA).